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Supremo suspende acordo e trabalhadores dos Correios prometem intensificar greve

O Supremo Tribunal Federal suspendeu, de forma definitiva, o acordo coletivo dos trabalhadores dos Correios. A pedido da estatal, uma liminar com esse teor já havia sido concedida pelo presidente da Corte, Dias Toffoli, no dia 1º de agosto, mas na sexta-feira, 21, o plenário virtual do Supremo formou maioria para confirmar a decisão.

Os empregados, que estão em greve desde segunda-feira, 17, prometem intensificar o movimento. Acompanharam o voto de Dias Toffoli os ministros Edson Fachin, Cármen Lucia, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Marco Aurélio Mello, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes.

O acordo coletivo havia sido estendido até o fim de 2021 por decisão do Tribunal Superior do Trabalho em outubro do ano passado, após uma greve de sete dias dos empregados, considerada não abusiva. Ele tinha 79 cláusulas, das quais 70 foram suspensas pelo STF, como 30% do adicional de risco, vale-alimentação, licença-maternidade de 180 dias, auxílio-creche, indenização por morte e auxílio para filhos com necessidades especiais, além de pagamentos como adicional noturno e horas extras.

Com a suspensão do acordo coletivo, os empregados sofrerão descontos na folha de pagamento já a partir deste mês. Agora, os empregados e os Correios terão de negociar um novo acordo coletivo junto ao TST e iniciar uma campanha salarial. Na quinta-feira, a empresa informou que a adesão dos empregados à greve estava baixa e que mais de 80% dos 99 mil funcionários estava trabalhando regularmente. (OESP)

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