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UFRGS aprova Ensino Remoto Emergencial, e aulas do primeiro semestre terão reinício em 19 de agosto

Após semanas de discussão para definir as diretrizes do Ensino Remoto Emergencial (ERE) nos cursos de graduação, a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) aprovou, nesta segunda-feira (27), um novo calendário de atividades acadêmicas. O documento, validado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão da instituição, definiu que as aulas do primeiro semestre deste ano terão reinício, de forma remota, a partir de 19 de agosto. Assim, o semestre iniciado em março e interrompido pela pandemia do coronavírus deve ser concluído em 2 de dezembro. A sessão também compreendeu a regulamentação da modalidade de ensino na forma não-presencial, necessária para validar a proposta de atividades remotas. Os professores, departamentos e comissões de graduação têm entre 29 de julho e 18 de agosto para avaliação da viabilidade das atividades e preparação das adaptações necessárias nos planos de ensino.

A aprovação contou com definições específicas para a situação de estudantes que tiverem problemas com acesso à internet, falta de equipamentos ou preocupações prioritárias com a saúde. A UFRGS definiu que as atividades avaliativas feitas de forma síncrona – ao mesmo tempo para todos – têm a previsão de reposição específica para os estudantes que tiverem problemas de ordem técnica ou pessoal relativos às questões da crise sanitária.

A UFRGS definiu ainda que, excepcionalmente, não será aplicada a atribuição de conceito FF (Falta de Frequência) durante o período de ERE, sendo incluída a atribuição NI (Não Informado) no campo de conceito do sistema acadêmico, junto à justificativa do período de excepcionalidade. Os casos de não informação de conceito deverão ser resolvidos até o encerramento do segundo período letivo após o fim da pandemia. A universidade informou que, em breve, o documento das diretrizes do ERE será assinado em sua redação final e divulgado pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão.

As diretrizes aprovadas também instituem uma Comissão de Acompanhamento do Ensino Remoto Emergencial (Comissão-ERE), formada por 22 membros, sendo dois representantes de cada um dos seguintes órgãos ou segmentos: Pró-Reitoria de Graduação (PROGRAD), Câmara de Graduação, Secretaria de Educação a Distância (Sead), Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (PRAE), Coordenadoria de Ações Afirmativas (CAF), Centro de Processamento de Dados (CPD), Fórum de Graduação, Departamentos, Representação Docente, Representação Técnico-Administrativa e Representação Discente.

É absolutamente vergonhoso que somente agora a UFRGS tenha tomado a decisão de dar sequência ao ano letivo de forma remota, pela Internet. Essa decisão deveria ter sido tomada em março, dessa maneira não teriam sido perdidos criminosamente cinco meses de ensino. É tão mais criminosa essa incompetência e inapetência dos dirigentes da UFRGS quando se leva em conta que o Curso de Medicina, o mais exigente de todos, não teve interrupção, e seus alunos seguiram tendo aulas de maneira remota, em casa, pela Internet.

É evidente que a esquerdalha que domina a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (a universidade-mãe das fraudes em titulações universitárias (mestrado e doutorado), conforme comprovado pela fraude da tese de Gilberto Kmohan, que teve como orientador o petista Sérgio Caparelli) esperou até acontecer o processo eleitoral para a escolha de nomes para a próxima reitoria. Sem uma eleição presencial, sem debates, sem discussões entre alunos, sem um processo de ampla informação, dessa maneira a esquerda pretendia manter seu controle sobre a universidade em uma eleição anódina. Passada a eleição, então agora decide pela retomada das aulas, de forma remota, o que já deveria ter feito cinco meses atrás, pelo que tinha de obviedade a necessidade dessa decisão.

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