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Ultracorrupto emedebista Sérgio Cabral tenta nova delação e apresenta 75 denúncias inéditas

O ex-governador do Rio de Janeiro, o ultracorrupto emedebista Sérgio Cabral vai tentar de novo assinar um acordo de delação premiada. Por isso ele entregou ao Ministério Público Federal mais 75 denúncias inéditas sobre esquemas de corrupção no Estado.

Uma dessas denúncia diz que o ex-governador Fernando Pezão e o ex-secretário de Obras do Estado, Hudson Braga, encontravam-se quinzenalmente com o ex-ministro petista Alexandre Padilha para entregar propina por projetos em favelas no Rio de Janeiro feitos com verba federal.

Em duas ocasiões, Sérgio Cabral mandou seu agente financeiro, Carlos Miranda, entregar R$ 300 mil ao petista Padilha. Algumas das denúncias fazem menção ao ex-prefeito da capital carioca, Eduardo Paes. Um dos relatos diz que Paes direcionou a licitação da obra do Parque Olímpico de Deodoro para a empreiteira Queiroz Galvão e cobrou propina de 5% sobre o valor do contrato. Sérgio Cabral disse aos procuradores que o plano era dividir o dinheiro, mas o ex-prefeito ficou com tudo.

Outro caso de Eduardo Paes envolve a reforma da residência oficial da Prefeitura, a Gávea Pequena. Sérgio Cabral contou em seus novos depoimentos ter sido procurado por Paes para acionar Fernando Cavendish, da Delta, para fazer a obra, de R$ 1,5 milhão. Em troca, a Delta venceria a licitação do Parque Madureira, de R$ 90 milhões.

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