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Vacina contra Covid-19 produzida na Europa pode custar por volta de R$ 60,00 a dose

O custo da vacina contra a Covid-19 que está sendo produzida pelos laboratórios Sanofi e GSK será de aproximadamente €10, por volta de R$ 60,00 segundo disse o presidente do laboratório Sanofi França, Olivier Bogillo, neste sábado (5), em entrevista à rádio francesa France Inter. “Estamos calculando o total de custos de produção para os próximos meses”, disse Olivier Bogillo. “Chegamos a menos de €10 euros por dose”, estimou. Segundo ele, o “compartilhamento dos riscos com os Estados” permite diminuir os custos. O grupo sueco-britânico concorrente, AstraZeneca, anunciou um preço mais baixo por sua vacina, que poderia custar €2,50 (aproximadamente R$ 15,00) a dose. O presidente da Sanofi explicou a diferença de preços dizendo que seu laboratório utiliza recursos “internos”, seus “próprios pesquisadores e usinas”, enquanto a AstraZeneca “terceiriza muito sua produção.”

“Os franceses e os europeus terão a vacina Sanofi ao mesmo tempo que os pacientes americanos”, garantiu. “No verão (no hemisfério norte; inverno no hemisfério sul) assinamos com os americanos, na mesma semana com os europeus e com os britânicos”, resumiu. Os Estados Unidos terão aproximadamente 100 milhões de doses, os europeus 300 milhões e a Grã Bretanha 60 milhões. Para a parte européia, a vacina será fabricada na França, em Vitry sur Seine, na região parisiense, lembrou o responsável, cujo grupo se associou com o britânico GSK. “Não é comum se associar a um concorrente, mas é melhor em uma guerra contra a Covid”, avaliou.

Milhões de doses serão fornecidas aos países desenvolvidos com preços “excepcionais”, afirmou Olivier Bogillo. Apesar dos esforços para desenvolver uma vacina, a Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou nesta sexta-feira (4) que não espera a vacinação generalizada da população contra o coronavírus antes de meados de 2021. Questionado sobre o projeto da Sanofi de reagrupar em uma empresa autônoma seis de seus laboratórios europeus especializados nos principais ativos farmacêuticos, para diminuir a dependência crescente dos laboratórios mundiais face à produção asiática, ele confirmou o projeto do grupo de “introduzir na Bolsa” a nova entidade “nos próximos meses”. “A ideia é de construir um campeão dos princípios ativos na Europa”, disse. O projeto foi anunciado em fevereiro. “Se essa empresa existisse, ela seria número um mundial”, afirmou. Os princípios ativos são substâncias e moléculas de origem vegetal ou química que dão aos medicamentos suas propriedades terapêuticas ou preventivas. (Ag. BR)

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